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Abstenção cai na Austrália e na Nova Zelândia, e Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no exterior

Presidente recebeu 80,5% dos votos válidos na Nova Zelândia e mais de 64% na Austrália; comparecimento aumentou nos dois países em relação ao primeiro turno

Por: Thiago Correia
25/10/2026 às 06h02
Abstenção cai na Austrália e na Nova Zelândia, e Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no exterior

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ampliou sua vantagem sobre Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno das eleições presidenciais de 2026 entre os brasileiros que votaram na Austrália e na Nova Zelândia. Os dois países estiveram entre os primeiros a concluir a votação devido à diferença de fuso horário em relação ao Brasil.

Os resultados divulgados neste domingo (25) também apontam aumento no comparecimento às urnas em comparação com o primeiro turno, realizado em 4 de outubro. Na Nova Zelândia, Lula obteve 80,54% dos votos válidos, enquanto Flávio Bolsonaro recebeu 19,46%. Na Austrália, o presidente também ampliou sua votação, superando 64% dos votos, segundo o ICL Notícias.

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Nova Zelândia: Lula recebe mais de 80% dos votos válidos

Na Nova Zelândia, Lula recebeu 418 votos entre os 526 eleitores que compareceram às urnas. Flávio Bolsonaro somou 101 votos. Outros quatro eleitores votaram em branco e três anularam o voto.

No primeiro turno, Lula havia recebido 234 votos, equivalentes a 70,48% dos votos válidos. Flávio Bolsonaro obteve 64 votos, ou 19,28%.

O comparecimento passou de 339 eleitores no primeiro turno para 526 no segundo, um aumento de 187 votantes, aproximadamente 55,2%.

A diferença entre os dois candidatos também cresceu. Na primeira votação, Lula terminou com 170 votos a mais que Flávio Bolsonaro. No segundo turno, a vantagem chegou a 317 votos.

Os números indicam que Lula ampliou tanto sua votação absoluta quanto sua participação nos votos válidos entre os brasileiros que votaram no país da Oceania.

Austrália: presidente amplia votação

Na Austrália, Lula também aumentou sua vantagem sobre o adversário. O presidente recebeu mais de 5,3 mil votos, ultrapassando 64% da votação, enquanto Flávio Bolsonaro obteve aproximadamente 2,9 mil votos, equivalentes a cerca de 35%.

No primeiro turno, Lula havia conquistado aproximadamente 4.562 votos, cerca de 56% dos votos válidos, contra 2.579 votos de Flávio Bolsonaro.

A comparação mostra crescimento da votação do presidente entre os eleitores brasileiros que participaram do segundo turno no país. O ICL Notícias também destacou o aumento no número de comparecimentos.

Abstenção no exterior foi um dos desafios do primeiro turno

A participação dos brasileiros que vivem fora do país foi um dos pontos de atenção da primeira votação. Segundo dados citados pelo ICL Notícias, aproximadamente 918 mil brasileiros estavam aptos a votar no exterior em 2026.

No primeiro turno, a abstenção entre os eleitores brasileiros no exterior ficou em torno de 62%. Isso significa que cerca de seis em cada dez eleitores habilitados não compareceram às urnas.

A distância dos locais de votação é apontada como um dos fatores que dificultam a participação. Em alguns países, brasileiros precisam viajar até grandes cidades para votar, o que pode envolver gastos com transporte, hospedagem e deslocamento.

Nos Estados Unidos, a abstenção chegou a aproximadamente 71% no primeiro turno, enquanto Espanha e Itália registraram índices próximos de 70% e 68%, respectivamente, segundo os dados citados na reportagem original.

Participação maior, mas resultado ainda depende do conjunto nacional

O aumento do comparecimento na Austrália e na Nova Zelândia demonstra uma mudança na participação eleitoral nesses dois países entre os turnos. Ao mesmo tempo, os resultados locais não devem ser confundidos com o resultado nacional da eleição.

Os votos depositados no exterior representam uma parcela do eleitorado brasileiro. A definição do resultado presidencial depende da totalização dos votos de todas as seções eleitorais, no Brasil e fora dele.

A votação no exterior também apresenta diferenças importantes entre países, relacionadas ao tamanho das comunidades brasileiras, à distribuição dos locais de votação e às condições de deslocamento dos eleitores.

Os dados da Austrália e da Nova Zelândia oferecem, portanto, um retrato inicial da participação no segundo turno, enquanto a apuração nacional segue seu próprio ritmo.

 


Nota
Os números apresentados nesta reportagem foram coletados a partir de informações de resultados divulgados por veículos de imprensa que acompanharam a apuração eleitoral no exterior e reuniram todos os boletins eleitorais diretos das urnas . Os dados da Nova Zelândia foram confrontados entre essas publicações, enquanto os números da Austrália são atribuídos à fonte que os divulgou, pois não foi possível confirmá-los diretamente na base oficial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante esta checagem. 

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