Cultura: Chau do Pife, Patrimônio de Alagoas, completa 62 anos

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Um dos mais respeitados músicos do Estado de Alagoas, Chau do Pife, completa 62 anos de idade hoje (22). Em 2012, o artista nascido em Boca-da-Mata foi reconhecido pelo Conselho Estadual de Cultura como Patrimônio Vivo de Alagoas. Confira o texto sobre Chau do Pife publicado no site do Governo do Estado de Alagoas.

Em 2018, Chau teve sua vida retratada nas telas através de um documentário idealizado por Fernando Fiúza e exibido no Teatro Deodoro, em Maceió. A direção do doc foi de Celso Brandão. A noite ainda contou com uma apresentação do músico com uma banda de forró.

Confira o texto retirado do site do Governo do Estado de Alagoas:

“Tocador de pífano há mais de 30 anos, Chau, como é conhecido, é um dos músicos mais talentosos e respeitados atualmente em Alagoas. Filho de um agricultor de Boca da Mata, sua cidade natal, região do sul do estado de Alagoas, instruído pelo pai, usava quando garoto um instrumento feito de taboca para espantar os pássaros das plantações de milho da família e da vizinhança. Ao perceber que o filho havia tomado gosto pelo apito, seu pai presenteou-o com um pife de seis furos. Trocou então o milharal pelas feiras livres da cidade onde começou a ganhar seus primeiros trocados como tocador de pife. Conta que sua primeira apresentação foi aos 14 anos, em Atalaia, improvisando no pífano confeccionado por ele mesmo, a sua versão instrumental das composições de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Jacinto Silva e tantos outros.  Aos 16 anos já compunha suas próprias músicas, integrando então a banda “Forró & Xodó

Em 84 decidiu tentar a vida na capital.  Dormiu varias vezes ao relento, em bancos de praça à espera de uma oportunidade. A primeira porta foi aberta quanto o Trio Catuaba o convidou para animar um forró na periferia da cidade.
Seu talento e simpatia vêm conquistando ao longo dos anos fãs de todas as gerações. Conquistou também a admiração de dois grandes músicos brasileiros, o maestro e arranjador Cristóvão  Bastos, e a ‘cavaquinista’ Luciana Rabelo, irmã do violonista Rafael Rabelo, que, sem nunca terem se encontrado antes, fizeram no ano 2000 uma memorável apresentação improvisada no palco do Teatro Deodoro
.

O primeiro CD – “Memória dos Pássaros” relembra o tempo em que espantar pássaros o colocou em contato com a música. O segundo veio em 2006, “Ninguém Anda Sozinho”, que serviu de trilha sonora para um documentário sobre o poeta alagoano Ledo Ivo. E o terceiro, “Chau no Capricho”, que integra a coleção “Música Popular Alagoana – vol. 3”, foi gravado ao vivo no Teatro de Arena Sérgio Cardoso – Maceió, em 2008.

No dia 27 de abril de 2011, o instrumentista Chau do Pife gravou no Teatro Deodoro, o seu primeiro DVD intitulado “Cheiro de Mato”. O show contou com as participações especiais de diversos músicos alagoanos como Eliezer Setton, Zé Mocó, Geraldo Cardoso, Xameguinho, Almir Medeiros, Everaldo Borges e Wellington do Cavaquinho, além dos músicos que invariavelmente o acompanham em suas apresentações: Irineu Nicácio e Lula Sabiá, nas sanfonas; Edinho Vovô, no triângulo; e Xexéu, na zabumba. Chau do Pife vive hoje exclusivamente de sua arte e sua música.”

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