Novas cepas do coronavírus ligam alerta dos cientistas

Brasil

A esperança com a chegada da vacina tem estremecido com o surgimento de variantes do Covid-19 e o caminho está repleto de dúvidas

Qualquer esperança de que a pandemia da Covid-19 chegue a um fim lento, mas suave, à medida que mais e mais pessoas são vacinadas contra Sars CoV 2, foi destruída nas últimas semanas. O surgimento de variantes do coronavírus significa que o caminho da vacinação está repleto de dúvidas.
As mutações do coronavírus sempre estiveram nas cartas como um ‘desconhecido conhecido’.

Os vírus respiratórios, como a gripe, nunca param. É por isso que precisamos de uma vacina anual contra a gripe, composta de três variantes diferentes da gripe, que, apesar da opinião científica de especialistas, ainda é apenas uma melhor estimativa do que funcionará.

Embora a eficácia geral das vacinas contra o coronavírus já aprovadas para uso possa ser um pouco enfraquecida, ainda há fortes evidências de que as vacinas existentes funcionam bem contra as mutações que surgiram. Mas isso não impediu os cientistas de atualizar a vacina para torná-la mais eficaz contra as mutações que estão sendo vistas. E a boa notícia é que é improvável que envolva todo o longo tipo de testes necessários para produzir as vacinas originais contra o coronavírus.

O professor Andy Pollard, da Universidade de Oxford, disse à BBC que ajustar uma vacina foi um processo relativamente rápido e só precisaria de pequenos testes antes do lançamento.

O Reino Unido foi o primeiro a identificar uma ‘variante de preocupação’. Foi descoberto que era até 70 por cento mais transmissível do que o vírus original. Outras variantes preocupantes surgiram então na África do Sul e no Brasil. Eles causaram mais consternação porque tinham uma mutação chamada E484K – a chamada “mutação de escape”.

Uma mutação de escape é aquela que consegue evitar os anticorpos neutralizantes, tornando as vacinas menos eficazes.

Os cientistas não podem perseguir cada mutação que surge. Mas é importante examinar o efeito combinado de certas mutações múltiplas, especialmente aquelas com potencial de “escape”, ao invés de estudar apenas as mutações individuais.

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