Com receio da volta às aulas sem imunização, trabalhadores da educação realizam ato

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O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Alagoas (SINTEAL) vem manifestando a preocupação da categoria com a volta às aulas sem um calendário de imunização contra a Covid-19. Nesta quarta-feira (3), o sindicato planeja uma mobilização em frente à Secretaria de Estado da Educação para cobrar novamente a pauta.

Segundo o Sinteal, o ato público é em defesa da vida e dos direitos dos trabalhadores/as da educação de Alagoas. A mobilização, ainda segundo os representantes da categoria, deve ocorrer priorizando ao máximo os cuidados preventivos contra a contaminação da COVID-19, com a atividade sendo representativa e com um número reduzido de pessoas.

“Estamos tentando o diálogo com a gestão, argumentando sobre nossa pauta de reivindicações. Já estão anunciando a volta às aulas e até agora não marcaram data da vacina. Os trabalhadores serão expostos aos riscos, por isso pedimos cautela. A pauta é séria e a vontade da categoria é fazer um ato enorme, ir para a rua mostrar a força que tem a educação. Mas não seremos irresponsáveis de provocar contaminação em tempos de pandemia, então teremos um número simbólico, com representantes de várias regiões do estado e de toda a categoria, professores e funcionários”, explicou a presidente do Sinteal, Consuelo Correia.

De acordo com a dirigente, há muita pressão contra a categoria, mas a maior preocupação é a defesa implacável da vida. “As pessoas ficam dizendo que os profissionais da educação não querem trabalhar, fazendo críticas injustas, mas a verdade é que a educação nunca parou, nesse período trabalhou ainda mais. Porque precisou incorporar novas tarefas, desenvolver habilidades e acumular muito mais trabalho. O nível de adoecimento mental inclusive aumentou. Então há um interesse geral em voltar à normalidade, a única condição é que sejam vacinados antes, para que a vida não seja colocada em risco”.

Consuelo falou que além da exigência da vacina, há uma pauta sobre condições de trabalho. Segundo ela, os trabalhadores também estão sofrendo com o sistema do Sageal, tanto os professores para colocar notas e conteúdo, quanto funcionários em questões como matrícula.

*Com informações: assessoria

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